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NEGÓCIOS E INVESTIMENTOS |
| Boletim Mensal | Número 67 | 21 / Jun / 2004 |
Ambiente Macroeconômico e de Investimentos |
| Embora ainda haja riscos consideráveis no cenário
econômico, o arrefecimento das pressões no mercado de petróleo e a
assimilação da dinâmica monetária norte-americana diluíram as pressões
sobre juros e câmbio no Brasil. E a julgar pelos números mais recentes, o
processo de retomada da atividade econômica, que vigorou ao longo do
primeiro trimestre, também ficou razoavelmente preservado nesse segundo
trimestre. No geral, é claro que a cautela e o conservadorismo já se impuseram aos agentes. Contudo, vale observar que o fluxo de novos negócios e investimentos não sofreu descontinuidade nesses dois últimos meses. Ao contrário, até verificamos uma certa intensificação nos anúncios de novos empreendimentos e com a observação de que eles têm se mantido setorialmente diversificados, o que pode ser considerado economicamente saudável Ainda não está clara a sustentabilidade de médio prazo para essa dinâmica na economia real. Entretanto, não deixa de ser um fator favorável, uma vez que a volatilidade financeira recente não tem contribuído para tanto. |
| Cenário Econômico | 2001 | 2002 | 2003 |
2004 (*) |
2005 (*) | |||
| PIB (PM) - Var % | 1,4 | 1,5 | 0,2 | 2,7 | 2,6 | |||
| Inflação IPCA - Var % | 7,7 | 12,5 | 9,3 | 6,8 | 6,3 | |||
| Taxa de Câmbio - R$/US$ | 2,320 | 3,533 | 2,889 | 3,25 | 3,50 | |||
| Taxa de Câmbio - Var % | 18,7 | 52,3 | -18,2 | 12,5 | 7,7 | |||
| Taxa de Juros Nominal - % | 17,3 | 19,1 | 23,3 | 16,0 | 15,5 | |||
| Dívida Pública - % PIB | 52,6 | 55,5 | 58,2 | 57,4 | 57,9 | |||
| Saldo Comercial - US$ Bilhões | 2,7 | 13,1 | 24,8 | 27,0 | 23,0 | |||
| Trans. Correntes - US$ Bilhões | -23,2 | -7,7 | 4,1 | 2,7 | -1,5 | |||
| Investimentos Diretos - US$ Bilhões | 22,5 | 16,6 | 10,1 | 12,0 |
13,0 | |||
(*) Cenário Anterior e Cenário Atual |
| Conjuntura de Investimentos - 18/Mai/2004 a 16/Jun/2004 |
| Agroindústria | * A Syngenta pretende investir US$ 1 m para ampliar a capacidade de produção de sua unidade brasileira de defensivos agrícolas, em Paulínia (SP). A ampliação permitirá à empresa produzir localmente um novo fungicida voltado para o cultivo da soja, cujo desenvolvimento custou US$ 200 m à multinacional. A fábrica brasileira servirá como base de exportação do produto para a América Latina. | |
| * O grupo Bertin está investindo R$ 86,3 m para incrementar e agregar valor a suas vendas externas. No segmento de couro, o grupo está ampliando e modernizando o beneficiamento da unidade matriz em Lins (SP), que passará a fabricar produtos acabados. O grupo também vai construir uma décima beneficiadora, em Naviraí (MS), onde já possui frigorífico. Já no setor de carnes, o Bertin está criando um centro de desenvolvimento de novos produtos. E ainda vai investir em confinamento no município de Aruanã (GO), visando o abastecimento do frigorífico de Mozarlândia (GO). Mas o Bertin também apostará na verticalização de suas atividades, aplicando R$ 30 m para implantar uma fábrica de equipamentos de proteção. Sob a marca Bracol, o Bertin já produz calçados militares e de segurança, luvas sintéticas e botas de PVC. Sua fabricação é realizada nas unidades próprias de Lins (SP) e Castanhal (PA) e em duas unidades terceirizadas, em Salto (SP) e Itanhandu (MG). | ||
| * A Caramuru Alimentos, empresa com forte atuação no processamento de soja, está investindo R$ 8,5 m para modernizar e ampliar sua linha de milho. O gastos estão focados nas unidades de Apucarana (PR) e Itumbiara (GO) e visam as operações de moagem e de degerminação do milho. O milho degerminado possui boa aceitação nos segmentos de cervejarias, salgadinhos e cereais matinais. |
| Alimentos | * A Kraft Foods está desativando sua fábrica de produtos secos em Jundiaí (SP), o que inclui o fermento em pó Royal, as sobremesas Royal e os sucos em pó Ki-Suco e Q-refres-ko. A produção será toda transferida para o complexo de Curitiba (PR), onde já se encontra a unidade da ex-paulistana Lacta. A empresa também anunciou a venda de seus negócios com castanhas de caju no País, o que abrange três fábricas no Ceará e a marca Iracema. O comprador foi o britânico Bond Group, líder mundial do setor e com atuação na Índia e no Vietnã. A Kraft Foods é segunda maior fabricante de alimentos do mundo. | |
| * A francesa Danone está investindo R$ 35 m nesse ano para desenvolver e divulgar novos produtos no mercado brasileiro. A empresa concentra suas atividades no setor de lácteos frescos e conta com duas marcas, a própria Danone e a Paulista. Sua principal concorrente é a suíça Nestlé. | ||
| * A Parmalat reativou sua fábrica de lácteos em Santa Helena (GO), de onde pretende exportar leite em pó para a Europa e distribuir derivados lácteos na região central do País. A unidade estava paralisada desde fevereiro e foi a última a ser reativada desde o início da crise na matriz italiana. Com ela, a captação diária de leite pela Parmalat sobe para 1,1 milhão de litros, sendo que a média em 2003 foi de 2,3 milhões. Agora, as atenções da empresa se voltam para a fábrica de Carazinho (RS), que já foi sua mais importante unidade, mas que hoje opera bem abaixo de sua capacidade. |
| Bebidas | * A cervejaria belga Interbrew concluiu negociações com a mexicana Femsa para acabar com suas participações cruzadas. Com isso, a brasileira AmBev, que está se fundindo com a Iterbrew, deve assumir os negócios da canadense Labbatt, operação antes contestada pela Femsa. A Labbatt pertence à Interbrew e detém 30% da Femsa Cerveza, subsidiária da empresa mexicana no setor de cervejas. Pelo acordo, a Labbatt estará vendendo essa participação por US$ 1,24 bilhão e deixará de distribuir os produtos da Femsa Cerveza no mercado dos EUA. Em contrapartida, a Wisdom, empresa norte-americana controlada pela Femsa, também abrirá mão de seus 30% na Labbatt USA. | |
| * A Spaipa, fabricante da Coca-Cola em Marília (SP), planeja investir R$ 5 m para aumentar sua produção até o final de 2004. Além disso, a empresa também pretende melhorar sua logística, com a construção de uma oficina mecânica e novo espaço para estocagem. |
| Têxteis | * A Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas) vai duplicar a capacidade de seu complexo industrial em Montes Claros (MG), que conta com quatro unidades produtivas. Os investimentos em maquinário, processos e instalações serão de R$ 30 m e deverão se estender até 2005. O complexo de Montes Claros é integrado, dele participando linhas de fiação, tecelagem, tinturaria, estamparia, acabamento e confecções. O foco dos investimentos é o atendimento do mercado internacional (EUA, Canadá, Europa, Argentina e Chile). | |
| * A Karsten está investindo R$ 43 m no biênio 2003/2004 para ampliar suas instalações industriais em Blumenau (SC), dos quais R$ 26 m já foram utilizados pela empresa têxtil. Um dos focos dos investimentos é a produção de artigos de cama, mesa e banho. Outra parte dos recursos se voltará para a realização de obras civis, montagem e estudos. A empresa tem planos de ampliar sua atuação no mercado global. |
| Varejo | * A rede de eletroeletrônicos Panashop pretende abrir franquias por todo o país neste ano. A estimativa é de que sejam inauguradas 35 unidades e os planos são de estrear 200 novas lojas nos próximos dois anos. Quando todas as lojas franqueadas estiverem funcionando, o faturamento da rede pode chegar a R$ 1 bilhão. Atualmente, as 23 lojas próprias da Panashop faturam R$ 150 m. | |
| * O Magazine Luiza confirmou a aquisição da Lojas Arno, rede de eletroeletrônicos com 51 unidades no RS e sede em Caxias do Sul. A incorporação será formalizada em setembro e seu valor não foi revelado. Com ela, a varejista do interior paulista estará entrando no mercado gaúcho. Atualmente o Magazine Luiza conta com 183 lojas em SP, PR, MG, MS e GO. Em 2003, a rede adquiriu a Líder, de Campinas (SP), e assumiu pontos da Brasimac no interior de SP e no MS. |
| Perfumaria
e Cosméticos |
* A Natura, empresa de perfumaria e cosméticos, abriu seu capital em bolsa de valores e vendeu pouco mais de 25% de seu capital por R$ 768,1 m. A operação foi uma oferta secundária, onde os atuais acionistas controladores venderam 19,7% da empresa. Os papéis tiveram forte interesse da parte de investidores estrangeiros, que ficaram com 70% da colocação. | |
| * A norte-americana Sara Lee desistiu do segmento de limpeza e cuidados pessoais no Brasil. Sua marca Phebo, de sabonetes, desodorantes e colônias, foi vendida para a Casa Granado, que também ficará com a licença de marcas globais da Sara Lee no País: Acqua Velva, Williams (linha de barbear) e Brylcreem (modelador de cabelos). A intenção da Sara Lee é centrar esforços no setor de cafés (Café Pilão, Café do Ponto e Seleto) e vestuários (Cuecas Zorba). Em 1998 a Sara Lee e a Casa Granado assumiram todos os negócios da linha Phebo (marca e fábrica), então pertencente à Procter&Gamble. Os sabonetes da linha deverão continuar sendo produzido na fábrica da Granado em Belém (PA), mas as colônias e desodorantes serão transferidos para uma nova planta da empresa em Japeri (RJ), cujos investimentos foram de R$ 20 m. |
| Médico- Hospitalares |
* A fabricante de produtos médico-hospitalares Bastos Viegas investirá US$ 1,1 m na ampliação de seus negócios no Brasil. A empresa está instalando uma unidade fabril em São José dos Campos (SP) que, a partir de 2005, deverá produzir roupas cirúrgicas descartáveis, compressas, kits cirúrgicos, bandagens e curativos. O objetivo é atender tanto o mercado local quanto o externo. | |
| * O Laboratório Bagó, empresa de origem argentina, pretende expandir sua atuação no mercado brasileiro. Para tanto, a empresa está se desfazendo da joint venture com a alemã Merck, fechada em 1999 para a comercialização de medicamentos no País. A intenção é assumir integralmente as operações, não estando descartada a opção de produção local. Por ora, contudo, os investimentos do laboratório serão de US$ 8 m, voltados para as áreas de marketing e vendas. |
| Materiais
de Construção |
* A Portobello fechou com a francesa Lafarge a venda de sua unidade de argamassas Portokoll por R$ 28 m. Com isso, a fabricante de cerâmica sairá do ramo de argamassa, no qual ingressou em 1994. A Portokoll era uma empresa independente da Portobello e a norte-americana Custom Building Products também é sua acionista, com 49% de participação. A Portokoll conta com fábricas em Salvador (BA), Recife (PE), Tijucas (SC) e Itupeva (SP), enquanto as atuais fábricas de argamassa da Lafarge ficam em São Gonçalo (RJ) e Cajamar (SP). | |
| * A Companhia Brasileira de Cristal (Cebrace), joint venture entre a inglesa Pilkington e a francesa Saint-Gobain, está inaugurando sua nova unidade de vidros planos. A fábrica foi construída em Barra Velha (SC) e exigiu investimentos de US$ 120 m. Ela deverá atender aos mercados da construção civil, da indústria moveleira e do setor de eletrodomésticos. A Cebrace vende o vidro para processadores e distribuidores, que o benefia, e revendem para a indústria, vidraçarias ou construtoras. | ||
| * A chilena Masisa, maior fabricante de painéis de madeira da América Latina, pretende duplicar sua produção de MDF no PR a partir de 2005. Para tanto, a empresa vai investir US$ 2,5 m em sua fábrica em Ponta Grossa, onde começou a operar há três anos. A Masisa é controlada pelo grupo Nueva, que tem sede na Costa Rica e atuação nos EUA e América Latina nas áreas florestal e de produtos hidrossanitários. | ||
| * Com 26 fábricas e 40% do mercado brasileiro de cimento, o grupo Votorantim deu novo passo em sua internacionalização com a compra da concreteira S&W Materials, da Flórida (EUA). O valor da transação não foi revelado, mas os investimentos do grupo nos EUA e Canadá já superam US$ 900 m em três anos. Em agosto de 2001 o Votorantim pagou US$ 720 m pela canadense St. Marys. Em janeiro de 2003 ele assumiu 50% da concreteira Suwanne American Cement, na Flórida; e em setembro foi a vez da Badger Cements Products, moageira de Wisconsin. A S&W chega ao controle do Votorantim com planos de instalar novas usinas e de ampliar sua frota de betoneiras. |
| Papel e Celulose |
* A Aracruz vai iniciar no final do ano a expansão de sua unidade de celulose em Guaíba (RS), adquirida da Klabin em meados de 2003. O investimento ficará entre R$ 80 m e R$ 100 m. A maior parte será para aquisição de equipamentos, mas o projeto também envolve aumento da área florestal no RS. O aumento de capacidade (na verdade, um desgargalamento) está previsto para o início de 2006. A unidade gaúcha da Aracruz exporta praticamente toda sua produção para a Ásia. | |
| * A Celulose Nipo-Brasileira (Cenibra) está concluindo estudos para a construção de uma nova linha de produção de celulose. A unidade está orçada em US$ 800 m. A Cenibra é controlada pelo grupo japonês Japan Brazil Paper and Pulp (JBP) e também planeja investir na modernização de suas duas unidades em Minas Gerais, localizadas em Belo Oriente. A JBP comprou a participação da Companhia Vale do Rio Doce na Cenibra em 2001 e é formada por 17 empresas japonesas, dentre elas, a Itochu e a Oji Paper. | ||
| * A KM Indústria e Comércio de Papel está investindo R$ 10 m em sua primeira fábrica de papel em Volta Grande, MG. A KM possui duas fábricas em São Paulo e é a quarta maior produtora nacional de adesivos. A primeira etapa das obras deverá ser concluída no final deste ano e vai possibilitar a produção de papel tipo apergaminhado e de papel tipo ofício. Segundo a empresa, cerca de 25% da produção será destinada ao consumo próprio na unidade de adesivos. |
| Petroquímica | * A Petroquisa, braço petroquímico da Petrobras, vai novamente exercer seu direito de compra e ficará com as ações da Petroquímica Triunfo ainda detidas pela Dow Química. Com isso, a estatal pagará R$ 20,3 m por 9,8% das ações ordinárias, aumentando para 70,45% sua participação no capital votante da Triunfo (85,04% do capital total). Em maio a Petroquisa já havia pago R$ 80,5 m à Dow para aumentar sua participação de 45% para cerca de 60% no capital votante da Triunfo. A Triunfo tem planos de investir US$ 269 m entre 2004 e 2007. Ela produz polietileno de baixa densidade e concorre com a Braskem. | |
| * A Polibrasil, petroquímica líder no mercado brasileiro de polipropileno, está investindo R$ 45 m em uma nova unidade produtiva em Pindamonhangaba, SP. A planta tem previsão de iniciar suas atividades em agosto de 2005. O polipropileno é utilizado principalmente na fabricação de peças para automóveis, como pára-choques e painéis. | ||
| * A francesa Rhodia está ampliando a produção de plásticos de engenharia (poliamida) em sua unidade de São Bernardo do Campo (SP). Com novo maquinário, a fábrica atenderá principalmente ao setor automotivo, onde a substituição de peças de ferro fundido e alumínio por materiais plásticos tem avançado em ritmo acelerado. Outros setores atendidos pela Rhodia com o produto são o de calçados e de eletroeletrônicos. No segmento têxtil, a Rhodia Poliamida está investindo US$ 1,25 m para aumentar sua produção de microfibras de náilon. Serão beneficiadas as unidades paulistas de Jacareí e Santo André. A empresa tem incentivado o maior uso da microfibra nas áreas de lingerie e de artigos esportivos. |
| Energia | * A canadense Brascan definiu o Canadá, os EUA e o Brasil como mercados prioritários para o desenvolvimento da Brascan Power, sua subsidiária no setor de energia elétrica. O grupo tem planos de investir US$ 500 m no Brasil até 2008, o que não inclui os R$ 250 m já aplicados em aquisições e investimentos. Os planos da empresa baseiam-se no segmento de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), onde estão sendo avaliados 26 projetos. Atualmente a empresa conta com cinco PCHs distribuídas no RS, PR e MG. | |
| * A belga Tractebel vendeu sua participação de 33% da termelétrica Jacuí (em Charqueadas, RS) para a Carbonífera Criciúma. O valor da operação não foi revelado, mas é estimado em R$ 80 m. O pagamento deve ser desembolsado no desenvolvimento do projeto. As obras da unidade estão paralisadas desde 1991, antes, portanto, da Tractebel assumir a estatal Gerasul. Nela já foram investidos cerca de R$ 200 m, valor semelhante ao que ainda falta para ser concluída. |
| Mineração | * Pressionada pela demanda chinesa, a Minerações Brasileiras Reunidas (MBR) investirá US$ 76 m até dezembro para expandir suas operações com minério de ferro. O montante se soma aos US$ 320 m aplicados entre 1999 e 2003. Atualmente a empresa opera quatro minas em MG (Tamanduá, Capitão do Mato, Jangada e do Pico) e ainda deve começar a operar a mina de Capão Xavier até dezembro. A MBR é a segunda maior exportadora de minério de ferro no Brasil e a quinta no mercado global. | |
| * Até 2006, 40% da produção de ferro da CVRD deverá vir do Sistema Norte, que inclui as jazidas de Carajás (PA) e todo o complexo produtivo no município de Parauapebas (PA). Para tanto, após investir US$ 140 m entre 2002 e 2004, a CVRD prepara novos gastos de US$ 180 m a partir de 2005. A maior parte da aplicação se destina à compra de correias transportadoras e de caminhões para transporte do minério extraído. | ||
| * O grupo mineiro Ical, maior empresa de cal da América do Sul, está investindo R$ 150 m para implantar uma nova fábrica em Pains, MG. Desse montante, R$ 100 m serão destinados à construção de um alto-forno. A nova unidade está prevista para entrar em operações em fevereiro de 2005. Atualmente a empresa conta com sete alto-fornos em sua unidade de São José da Lapa (MG), matriz da empresa. O grupo Ical, através da Ical Energia, também finalizou investimentos de US$ 1,5 m para produzir suplementos minerais voltados para a pecuária. A unidade fica em Três Marias (MG). |
| Metalurgia
e Siderurgia |
* O grupo Gerdau inaugurou em Biguaçu a décima unidade da Armafer no País, sendo essa a primeira no Estado de SC. Especializada na prestação de serviços de corte e dobra de aço para a construção civil, a planta exigiu investimentos de R$ 4 m. A intenção da Gerdau é manter um ritmo de investimento da ordem de R$ 15 m por ano na abertura de novas unidades Armafer. Atualmente, além de SC, a Armafer também conta com unidades no RJ, RS, PR, MG, SP, PE, CE, GO e, em breve, também no PA. | |
| * A norte-americana Alcoa, líder mundial no setor de alumínio, oficializou a intenção de investir US$ 700 m para ampliar sua produção no Brasil. O empreendimento será através da Alumar, de São Luís (MA), onde a Alcoa tem como sócia a BHP Billiton. O foco dos investimentos será o mercado internacional. Ao longo dos próximos três anos os projetos da Alcoa e da BHP Billinton no País devem alcançar US$ 1,4 bilhão. Além da nova linha de alumínio da Alumar, estão previstas uma nova refinaria de alumina e a abertura de mais uma mina de bauxita no Pará, em Juruti. Posteriormente, em 2007, a Alcoa ainda tem planos de investir mais US$ 850 m em uma nova refinaria em Juruti. Nesse projeto ela deverá entrar sozinha, sendo que o início de operações está previsto para 2009. | ||
| * A Companhia Vale do Rio Doce e a Chalco, maior empresa chinesa no setor de alumínio, fecharam acordo para a construção de uma refinaria de alumina no Brasil. Trata-se da ABC Refinery, que será erguida em Barcarena (PA). A unidade faz parte de um pacote de investimentos da CVRD no setor de alumínio que, em sua primeira fase, prevista para até 2007, deve movimentar recursos da ordem de US$ 1 bilhão. | ||
| * A Sun Coke, fabricante de coque para usinas de aço, desistiu de controlar o projeto de uma coqueria no município de Serra, ES. O projeto seria 100% da Sun Coke e envolve investimentos de US$ 400 m. Agora, a empresa controlada pela norte-americana Sunoco pretende discutir com seus principais clientes brasileiros (CST, Acesita e Belgo-Mineira) a viabilização do empreendimento através de uma nova configuração societária. Mas a Sun Coke deve permanecer no projeto como fornecedora da tecnologia. | ||
| * A canadense Alcan está cindindo seus negócios na área de laminados, que representam um quarto de suas vendas globais. O objetivo é formar uma nova companhia focada em materiais laminados de alumínio, com operações em quatro continentes e faturamento superior a US$ 6 bilhões. No Brasil ela ficará com quatro fábricas, sendo duas de alumínio primário (Ouro Preto-MG e Aratu-BA) e duas de produtos laminados (Pindamonhangaba e Santo André, em SP), além de oito hidrelétricas em atividade. Fica também com a participação na Petrocoque, de Cubatão (SP), que faz coque calcinado, insumo para o alumínio. Com a cisão, a Alcan deixa de produzir alumínio primário no Brasil, uma vez que suas fábricas ficarão com a "Newco". Em seu poder permanecerão cinco fábricas, das quais quatro de embalagens - Mauá, Mogi das Cruzes, Diadema e São Paulo - e uma de revestimento de fachadas, a Alcan Composites, na BA. |
| Bens de Capital |
* O grupo gaúcho Kepler Weber está em fase final de construção de sua fábrica em Campo Grande (MS). A unidade será a mais moderna da América Latina em sistemas de armazenagem de grãos. O investimento da empresa é de R$ 105 m até 2006, dos quais R$ 85 m estão sendo aplicados em 2004. A inauguração da unidade está prevista para novembro. | |
| * O consórcio entre a brasileira Fels Setal (controlada pela Keppel, de Cingapura) e a francesa Technip venceu a concorrência para construir a plataforma P-51 da Petrobras. A unidade se destina ao campo de Marlim Sul (bacia de Campos-RJ) e está avaliada em US$ 639 m. A previsão é de que ela entre em operação no início de 2008. Atualmente a Fels Setal/Technip já está construindo a plataforma P-52, avaliado em US$ 755 m. O casco de ambas unidades será produzido nas instalações da Nuclebrás Equipamentos Pesados, em Itaguaí (RJ). | ||
| * A austríaca Voest-Alpine vai instalar uma unidade produtiva no Maranhão até o final do ano. A empresa pretende aproveitar o emergente pólo siderúrgico na região, assim como a logística proporcionada pelo Porto de Itaqui, que facilita as exportações para o mercado europeu. A Voest-Alpine atua em empreendimentos siderúrgicos e metalúrgicos. | ||
| * Embora sem prazos e valores definidos, a AGCO do Brasil planeja ampliar a capacidade instalada de sua fábrica de tratores em Canoas (RS) e da unidade de colheitadeiras em Santa Rosa (RS). O objetivo é atender novos mercados no exterior, principalmente a Europa. Mas a empresa também estuda a construção de uma fábrica no Mato Grosso, visando uma maior proximidade em relação ao mercado consumidor local. |
| Eletrônicos
e Componentes |
* A LG Eletronics, fabricante coreana de produtos de informática e eletroeletrônicos, está investindo US$ 5 m até 2005 em sua fábrica de Taubaté (SP) para instalar novas linhas de aparelhos celulares. Os novos modelos seguem a tecnologia GSM e deverão atender às vendas da TIM. A LG é líder mundial na fabricação de aparelhos com a tecnologia CDMA, para a qual, no Brasil, seu maior cliente é a Vivo. | |
| * A japonesa Furukawa, fabricante de cabos telefônicos e eletrônicos, pretende investir entre US$ 4 m e US$ 6 m nos próximos três anos para ampliar sua capacidade produtiva. A empresa possui fábrica em Curitiba (PR) e quer centrar sua estratégia na área de internet (cabos eletrônicos). Além de atender o mercado interno, a maior produção de cabos também visa os mercados da América do Norte, do Sul e Europa. Em 2003 a Furukawa decidiu sair da área de energia, dedicando-se exclusivamente ao setor de telecomunicações. | ||
| * A Speed InfoTech, empresa chinesa de computadores e periféricos, está investindo US$ 3 m para fabricar computadores no Brasil. A brasileira Brasil Direct, que importava e distribuía os produtos da Speed InfoTech no Brasil, gerenciará os negócios, enquanto a produção ficará com a Flextronics, especializada na terceirização da produção de eletrônicos. O projeto envolve tanto o abastecimento do mercado local quanto exportações para a América Latina. | ||
| * Visando acompanhar o rápido crescimento da telefonia celular no País, a Motorola decidiu novamente ampliar sua capacidade produtiva em Jaguariúna, SP. Para tanto, serão investidos US$ 11 m na instalação de quatro linhas de produção. Em 2003 a empresa já havia investido US$ 10 m na unidade com o mesmo objetivo. Os planos da Motorola são de destinar entre 80% e 90% da produção da fábrica para o consumo local. Mas a unidade de Jaguariúna também está preparada para se voltar para exportações, dependendo do comportamento do mercado. Atualmente, a Motorola conta com três fábricas globais de telefones celulares: Cingapura, China e Brasil. |
| Informática e Internet |
* O grupo paulista Dedalus, especializado em soluções e serviços de TI, fechou parceria comercial com a IBM Brasil. O acordo surgiu com a aproximação entre a Dedalus e a Mainline, um dos maiores distribuidores da IBM nos EUA. A IBM tem planos de investir mais de US$ 100 m no País ao longo dos próximos três anos. | |
| * A Brasil Telecom (BrT) adquiriu 63% do capital do provedor de internet iG, no qual já detinha 9,45% de participação. O valor da aquisição chegou a US$ 100,7 m e, com ela, a BrT pretende se colocar como a maior provedora de internet da América Latina. A operação envolveu a totalidade das ações detidas pela Telemar, pelo GP Investimentos, pela Andrade Gutierrez Telecomunicações e pelo Grupo La Fonte. O Banco Opportunity, controlador da BrT, foi o único sócio a não vender suas ações e hoje possui os 27,55% do capital restante do provedor. Vale lembrar que o Opportunity também é sócio na Telemar, umas das partes vendedoras. | ||
| * O BankBoston terceirizou sua área de informática no Brasil para a IBM. O negócio envolveu a venda de ativos, sendo que a IBM vai assumir todo o parque de servidores, mainframes, estações de trabalho e discos de armazenamento de dados. O valor da operação não foi revelado, mas as duas empresa já realizaram acordo semelhante na Argentina. No Brasil o BankBoston opera como banco comercial e múltiplo, leasing, DTVM, companhia hipotecária, asset management e corretora de valores. | ||
| * A T-Systems do Brasil vai investir R$ 42 m para ampliar sua sede em São Paulo (SP) a instalar três novas unidades de softwares para exportação. O foco serão as vendas para o mercado alemão e, posteriormente, para EUA e outros países da Europa. | ||
| * O provedor de internet Samba vai investir R$ 15 m nesse ano para oferecer serviços em municípios ainda não atendidos por provedores locais. A empresa fechou acordo com a operadora Intelig para o uso de sua infra-estrutura. Atualmente, dos 5,5 mil municípios do País, mais de 4 mil não dispõem de provedor local de internet. Cerca de 80% dos gastos do Samba (R$ 12 m) serão destinados a ações de marketing. |
| Finanças | * O grupo Icatu está retornando ao segmento de administração de recursos de terceiros. Em sua estratégia, a Icatu Hartford (IH) Administração de Recursos focará investidores institucionais, como fundos de pensão e distribuidores. A nova divisão já nasce com uma carteira de R$ 1,8 bilhão, correspondente à reservas de outras áreas do grupo (seguros, previdência privada e capitalização). Em 2000 o Icatu vendeu seu banco de investimentos ao BBA Capital, formando o BBA Icatu que, posteriormente, foi incorporado ao Banco Itaú. | |
| * Confirmando o pré-anúncio realizado em fevereiro, o Unibanco está assumindo as operações brasileiras da italiana Banca Nazionale del Lavoro (BNL). O BNL Brasil teve seu patrimônio líquido avaliado em R$ 178,5 m. A transação envolve apenas troca de ações e, com ela, o BNL passará a deter 1,43% do capital do Unibanco, terceira maior instituição financeira privada no Brasil. Por sua vez, com a incorporação o Unibanco passará a contar com uma plataforma de negócios focada no atendimento a empresas italianas. Atualmente ele já possui uma plataforma portuguesa, originada com a aquisição do Banco Bandeirantes da Caixa Geral de Depósitos (CGD), também sob o modelo de pagamento em ações. Em 2003 o BNL já havia vendido sua área de administração de recursos no País para o Banco Votorantim. | ||
| * Visando a liderança no mercado de previdência privada entre as seguradoras independentes, a SulAmérica Seguros pretende investir € 35 m nos próximos três anos. O foco dos investimentos será a ampliação da estrutura de atendimento, marketing e tecnologia. A SulAmérica é associada ao grupo holandês ING. |
| Imobiliário | * A Redevco, proprietária e administradora dos imóveis da C&A, decidiu vender 19 das 70 lojas da rede varejista no Brasil. A Redevco é o braço imobiliário da holandesa Cofra, controladora da C&A. O objetivo da empresa é se expandir para outros segmentos imobiliários, como o de centros de distribuição, shopping centers, escritórios, indústrias e principalmente residências. Essa é a segunda tentativa da Redevco em vender lojas da C&A, sendo que no total, a operação pode representar R$ 155 m. | |
| * O complexo Power Center, em Osasco (SP), vai ser reforçado com a construção do SuperShopping Osasco, empreendimento de R$ 42 m. As obras já começaram e devem ser concluídas até outubro de 2005. Atualmente o Power Center já reúne lojas das redes Casa & Construção, Cobasi e Wal-Mart. O novo empreendimento terá 165 lojas, sete mega-lojas e uma âncora. Seu estacionamento deverá servir todo o complexo. |
| Transportes e Logística |
* O aumento do transporte interno de carga marítima no País (navegação de cabotagem) está atraindo novos investimentos da P&O Nedlloyd. A empresa anglo-holandesa, através de sua subsidiária Mercosul Line, encomendou a construção de dois navios para atuar exclusivamente na rota Manaus-Santos. Os investimentos serão de US$ 70 m. | |
| * Com investimentos de R$ 36 m a Brasil Ferrovias está ampliando em 36 unidades sua frota de locomotivas, que agora passa a ser de 314 unidades. Todas foram importadas dos EUA e terão seus truques rebitolados nas oficinas da empresa, em Campinas (SP). Do total, 11 locomotivas foram adquiridas em parcerias com os próprios clientes. A Brasil Ferrovias é a holding controladora da Ferroban, da Ferronorte, da Novoeste e da Portofer e sua atuação se estende pelos Estados de SP, MS e MT. | ||
| * A Varig Engenharia e Manutenção (VEM) planeja construir em Porto Alegre (RS) sua segunda linha de conversão de aviões (Boeing) de passageiros para cargueiros. A expectativa é de que as operações comecem em 2006, com a construção de um novo hangar, oficinas e um pátio para aeronaves. Mas o projeto total da VEM prevê dois hangares, sendo que o segundo deve estar concluído em quatro anos. A VEM atualmente conta com três centros manutenção no Brasil e é a única empresa na América Latina a realizar a conversão de aeronaves. | ||
| * A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e a Centronorte Logística fecharam acordo para construir um terminal rodoferroviário de cargas em Colatina (ES). Com ele, será possível transportar por trem parte do granito hoje transportado por caminhão do norte ao sul do ES, onde se concentra o beneficiamento e a exportação da rocha. Os investimentos serão de R$ 10 m e projeto deverá estar operacional em junho de 2005. No empreendimento, a Vale deverá acrescentará 40 vagões à frota da Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM), sua subsidiária, para atender ao transporte a partir de Colatina. Aliás, dos US$ 400 m que a CVRD está alocando no transporte de minério de ferro em 2004, US$ 180 m destinam-se à compra de locomotivas e vagões para a EFVM e para a Ferrovia Centro Atlântica (FCA). |
| Outros Setores |
* A White Martins, subsidiária da norte-americana Praxair, e a CST assinaram contrato para construção de duas plantas para separação de ar em Vitória, ES. As unidades produzirão oxigênio, nitrogênio e argônio e serão erguidas pela White Martins. O negócio, que tem duração de 15 anos, permitirá a expansão da capacidade produtiva da CST. | |
| * A francesa Michelin anunciou investimentos de US$ 98 m até 2006 para ampliar sua capacidade produtiva de pneus para ônibus e caminhões no País. A empresa tem fábrica no Rio de Janeiro (RJ), mas os recursos também beneficiarão a planta de cabos e aros em Itatiaia (RJ). Em 2003 a empresa aplicou US$ 45 m no Brasil, focando tecnologias e linhas voltadas para exportação. | ||
| * A Belgo Mineira Bekaert Artefatos de Arame (BMB) vai investir R$ 92,7 m em suas unidades de Itaúna e Vespasiano, ambas em MG. O objetivo é ampliar sua produção de aço revestido para reforço de pneus radiais (steel cord) de forma a substituir importações. | ||
| * A Synteko Produtos Químicos, fabricante de colas e adesivos para a indústria madeireira, vai investir entre US$ 8 m e US$ 10 m nesse ano para ampliar sua unidade em Araucária (PR). Essa é a segunda ampliação da fábrica, que desde sua inauguração, em 2000, já recebeu R$ 50 m em investimentos. A Synteko é controlada pelo grupo Peixoto de Castro e também está transferindo sua sede de Gravataí (RS) para Curitiba (PR), devido ao crescimento do Paraná como pólo madeireiro. Além das unidades no PR e RS, a Synteko ainda possui unidade industrial em Uberaba (MG). | ||
| * O grupo espanhol de turismo Iberostar vai iniciar seus investimentos na América do Sul pelo Brasil. A empresa tem planos de investir US$ 260 m para erguer um resort na Praia do Forte (BA), cuja primeira etapa deverá ficar pronta em 2006. A Iberostar hoje conta com 74 resorts no mundo e, no Brasil, ela também está investindo no turismo da Amazônia, através da construção de um navio-hotel em parceria com investidores locais. |
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